Retorno de Entrega — uma tela só para o que volta do caminhão

Por que reentrega e devolução deixaram de ser duas telas, como criar um retorno a partir das notas faturadas, trocar o tipo enquanto está Aberto e liberar a conferência sem esperar o arquivo TXT.

RetornosAtualizado em 20/09/2026

Quando usar

Sempre que mercadoria voltar da entrega. Se ainda não se sabe se vira reentrega ou devolução, crie como reentrega: enquanto o retorno estiver Aberto o tipo pode ser trocado sem perder nada.

Antes de começar

  • Tela liberada para o cliente em Configurações → WMS → Retorno de Entrega
  • Permissão de acesso ao menu Movimentos → Retorno de Entrega, concedida em Acessos do usuário
  • Pedidos de expedição já finalizados — é deles que saem as notas oferecidas na seleção
  • Operação cadastrada para o cliente

Retorno de Entrega é a tela onde entra tudo que volta da entrega, seja para ser reentregue depois, seja para voltar ao estoque. O tipo — Reentrega ou Devolução — é um campo dentro do cadastro, e não mais duas telas separadas. Escolher o tipo é o que define a numeração, a atividade que o coletor recebe, o tipo de UA e o efeito no estoque: a reentrega dá baixa dos lotes lidos, a devolução dá entrada e endereça as UAs.

1. Por que a tela existe

Antes, toda mercadoria que voltava nascia como reentrega. Depois a logística do cliente decidia se aquilo era reentrega mesmo ou devolução — e, sendo devolução, gerava uma RMA com número de nota novo e disponibilizava um arquivo TXT. Só quando o arquivo chegava é que o operador importava e liberava a conferência.

Esse desenho tinha dois custos. O primeiro é o produto parado esperando o arquivo, que às vezes demorava o dia inteiro. O segundo é o retrabalho: a reentrega criada antes virava lixo, e a devolução tinha que ser montada de novo, nota por nota, a partir da nota fiscal de entrada.

A saída que a operação encontrou foi pior ainda: criar a devolução vazia e conferir às cegas, deixando o sistema descobrir os produtos conforme as caixas eram bipadas. Funciona, mas ninguém sabe o que era esperado — e divergência nenhuma aparece.

O Retorno de Entrega resolve os dois: um registro só, que nasce com as notas certas e muda de tipo com um clique enquanto ainda está Aberto. E a devolução não espera mais o TXT: basta informar a RMA na tela.

2. Criar o retorno

O caminho é o mesmo para os dois tipos — o que muda é uma escolha no meio do caminho.

Cadastro do retorno com o campo Tipo do Retorno e o campo RMA
  1. 1

    **Abrir a tela** — Movimentos → Retorno de Entrega. A grade abre com os retornos da semana; clique em Criar.

  2. 2

    **Escolher o tipo** — Em Tipo do Retorno, marque Reentrega ou Devolução. Na dúvida, deixe Reentrega: dá para trocar depois, enquanto estiver Aberto.

  3. 3

    **Informar cliente e data** — Cliente, data de emissão e operação são obrigatórios. Enquanto não houver cliente, a seleção de notas não tem o que buscar.

  4. 4

    **Selecionar as notas** — Na aba Itens, use Adicionar para abrir a busca. Ela traz os itens faturados dos pedidos já finalizados do cliente. Marque uma linha, várias, ou a página inteira pelo cabeçalho.

  5. 5

    **Completar a operação** — Placa do veículo, carreta, motorista, tipo de veículo, lacres e temperaturas ficam nas abas Portaria e Motorista. Informando a placa, a portaria é aberta junto.

  6. 6

    **Salvar** — O número do retorno é gerado na hora, conforme o tipo escolhido.

3. O veículo que chega sem definição

Muitas vezes o caminhão encosta antes de alguém saber se aquilo é reentrega ou devolução. Até então a portaria obrigava o porteiro a escolher: “Devolução” cravava o tipo cedo demais, e “Descarregamento” criava um recebimento, que é outra coisa.

Por isso o tipo de entrada da portaria ganhou a opção “Retorno”. Ela registra o veículo como entrada — o caminhão está chegando carregado — e cria o movimento como reentrega, que é o estado de partida da operação. Nada é decidido ali.

A definição acontece depois, na tela de Retorno de Entrega, com o registro já existindo e a portaria vinculada. Enquanto estiver Aberto, converter para devolução é um clique.

Convertendo, a portaria acompanha: o tipo de entrada muda junto, desde que o veículo ainda não tenha entrado no pátio. Se já entrou, o peso e a situação foram registrados pelo tipo anterior, então a portaria fica como está e a tela avisa.

4. Trocar entre reentrega e devolução

Enquanto o retorno estiver Aberto e sem nada conferido, o tipo pode ser trocado — pelo campo Tipo do Retorno no cadastro ou pela opção “Converter tipo” no menu da linha, na grade. Nos dois caminhos o registro é o mesmo: notas, itens, portaria, anexos e histórico permanecem.

O que muda é o número. Ao converter, o sistema gera o número do novo tipo na hora e guarda o anterior, então a rastreabilidade não se perde — a conversão fica registrada no log do movimento, com quem fez e quando.

Depois de liberado para conferência a troca é bloqueada, e o motivo é concreto: os dois tipos terminam em efeitos opostos no estoque e usam UAs incompatíveis. Se precisar mesmo mudar, use Reabrir (disponível enquanto nada tiver sido conferido) e converta em seguida.

Grade do Retorno de Entrega com o selo de tipo, o filtro Tipo e o botão Importações pendentes

5. Devolução sem esperar o TXT

A RMA é um campo do cadastro, ao lado do número da nota fiscal. Informe o número que a logística do cliente passou e libere a conferência — não é preciso ter o arquivo em mãos.

Para clientes configurados para exigir integração antes de finalizar a devolução, a RMA informada na tela satisfaz a regra. Sem RMA e sem arquivo, a finalização continua bloqueada: em algum momento a entrada no estoque precisa de referência fiscal.

A diferença prática em relação à conferência às cegas é que os itens esperados vêm das notas selecionadas. O conferente enxerga o que deveria voltar, e sobra ou falta aparece como divergência em vez de passar despercebida.

6. Quando o arquivo chega

O TXT deixou de ser pré-requisito, mas continua sendo a conciliação.

O botão “Importações pendentes”, no alto da grade, abre a lista dos arquivos que chegaram e ainda não viraram movimento. Ao abrir um deles você vê cliente, NF, RMA, data e os itens importados, com o motivo da devolução linha a linha.

A partir daí há dois caminhos. “Criar nova devolução” monta um movimento do zero a partir do arquivo — é o caminho de quando nada foi criado na mão. “Vincular a retorno existente” lista os retornos do cliente que ainda não têm arquivo, com destaque para os que casam por NF ou por RMA, e amarra o arquivo ao que você escolher.

Ao vincular, os itens do arquivo são amarrados aos que já existiam e os que faltavam são acrescentados. O que você digitou na tela — RMA, nota fiscal e número do retorno — não é sobrescrito.

Se o retorno escolhido ainda estiver como reentrega e Aberto, o próprio vínculo converte para devolução antes de amarrar: é exatamente disso que o arquivo está falando. Fora de Aberto ele é amarrado só para rastreabilidade, sem mexer no tipo — e o aviso na tela diz o que aconteceu.

Painel de importações pendentes com as opções de vincular ou criar nova devolução

7. Liberar para conferência

Liberar para conferência é a mesma ação para os dois tipos, no menu da linha. O sistema é que escolhe a atividade certa: reentrega gera a conferência de reentrega, com UA de reentrega; devolução gera a conferência de devolução, com UA de entrada.

No coletor nada muda. O operador continua vendo as telas de sempre — Reentrega e Devolução — porque o que chega até ele é a atividade, não a tela que a originou.

Ao finalizar, cada tipo segue seu caminho: a reentrega baixa os lotes lidos, marcando o motivo “baixa reentrega”; a devolução dá entrada e manda as UAs para endereçamento. Caixa marcada como avaria na reentrega vira lote bloqueado, fora do estoque disponível.

8. Impressos

Os documentos são os mesmos de antes, agora saindo pelo menu da linha na tela unificada: o romaneio de conferência (Imprimir), a Identificação de Retorno — a folha A4 que vai colada no pallet — o Relatório SIF e o Ticket de Portaria.

A Identificação de Retorno sai com o cabeçalho conforme o tipo do registro, então a mesma folha serve para reentrega e para devolução.

9. E as telas antigas?

Reentrega e Devolução continuam no menu, funcionando como sempre. Nada foi removido e nenhum movimento antigo precisou ser migrado — os registros criados por elas aparecem normalmente na grade do Retorno de Entrega, porque é o mesmo movimento por baixo.

A tela nova nasce desligada e é liberada cliente a cliente, em Configurações → WMS. Enquanto estiver desligada, nada muda para quem não faz parte da mudança.

Parâmetros que mudam esta tela

Parâmetros
OndeParâmetroO que muda
GeralUsar tela unificada de Retorno de Entrega (Configurações → WMS → Retorno de Entrega)Liga a tela para o cliente. Desligada, o item some do menu e as rotas recusam
PermissãoAcesso ao menu Retorno de Entrega (Acessos do usuário)Sem o acesso marcado, o item não aparece nem com a chave ligada
ClienteBloqueia finalizar devolução sem TXT (Cadastro de Cliente → WMS)Com a regra ativa, a devolução só finaliza com arquivo vinculado ou com RMA informada na tela
ClienteTipo de conferência (Cadastro de Cliente → WMS)Define se a conferência do retorno é Manual ou por Integração; pode ser sobreposto no próprio retorno

Perguntas frequentes

**Criei como reentrega e o cliente disse que é devolução. Perco o trabalho?** Não. Enquanto o retorno estiver Aberto e sem conferência, use Converter tipo: notas, itens, portaria e anexos ficam; só o número do novo tipo é gerado.

**Posso conferir a devolução sem a RMA?** Pode, a menos que o cliente esteja configurado para exigir. A RMA pode ser informada depois, ou chegar pelo arquivo quando ele for vinculado.

**O coletor precisa de alguma atualização?** Não. As telas de Reentrega e Devolução do coletor continuam iguais — o que chega até ele é a atividade gerada na liberação.

**O TXT ainda serve para alguma coisa?** Serve, como conciliação. Ele traz a NF nova, a RMA e o motivo item a item, e é vinculado ao retorno pelo painel de importações pendentes.

**Por que não consigo trocar o tipo depois de liberar?** Porque os dois tipos fazem o oposto no estoque: reentrega dá baixa, devolução dá entrada — e as UAs de cada um são incompatíveis. Reabra o retorno (se nada foi conferido) e converta.

Telas relacionadas

**Retorno de Entrega** (/apes-local/wms/returns/grid) — A tela unificada

**Reentrega** (/apes-local/wms/redelivery/grid) — Tela antiga, ainda disponível

**Devolução** (/apes-local/wms/devolution/grid) — Tela antiga, ainda disponível

**Configurações do WMS** (/apes-local/wms/settings) — Onde a tela é liberada por cliente

Artigos relacionados

Retorno de Entrega — uma tela só para o que volta do caminhão · Central de Ajuda Hap